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CURSO DE FILOSOFIA DO DIREITO
Eduardo C. B. Bittar e Guilherme Assis de Almeida

 
6ª edição (2008)
1ª Tiragem
Páginas: 688 páginas
Formato: 17X24
EAN13: 9788522450114
Código: 0517 55 317
R$ 94,00





A Filosofia do Direito visa a refletir sobre o Direito para além de sua simples operacionalização. Para isto, alguns conceitos, categorias, autores é idéias precisam ser conhecidos. Por isso, uma visão segundo a qual o Direito não é visto como algo isolado, mas de fato integrado a uma série de outros aspectos da vida social. Pensar o Direito, neste sentido, significa preparar-se para compreender o Direito a partir de seus fundamentos, podendo-se desta forma contribuir, direta ou indiretamente, para a formação de novas gerações de juristas e para a crítica dos conhecimentos adquiridos por eles.

A experiência dos autores como professores de Direito aliada à necessidade de uma obra como fator de catalisação do processo de reflexão sistemática e metódica da Filosofia do Direito determinaram a elaboração deste livro, cujo objetivo é proporcionar ao estudioso e ao estudante motivos de inspiração para sua reflexão pessoal sobre o Direito.

O presente livro tem aplicação na disciplina de Filosofia do Direito para dois semestres completos. A Parte I (Panorama histórico) propicia estudos acerca de trechos originais dos principais filósofos do Direito, com comentários e reflexões. A Parte II (Tópicos conceituais) apresenta o Direito e suas interfaces com a moral, a justiça, a ética, a história, a linguagem, a comunicação, a lógica, a interpretação, o poder, os fundamentos sociais e os políticos.
Prefácio

INTRODUÇÃO
   1   Filosofia e o simbolismo da sabedoria
   2   Filosofia: entre reflexão e ação
   3   A urgência do pensar: a inserção contextual da filosofia na sociedade contemporânea
   4   Podem os filósofos modificar o mundo?
   5   Os conhecimentos humanos
   6   Partes da filosofia
      6.1   Principais representantes da filosofia ocidental: síntese de autores e de idéias para a compreensão da história da filosofia
   7   Método, ciência, filosofia e senso comum
      7.1   Filosofia, ciência e senso comum
      7.2   Os "ismos" e a filosofia
      7.3   Ciências jurídicas como ciências humanas
   8   Filosofia do direito como parte da filosofia?
   9   O surgimento histórico da filosofia do direito
   10   A afirmação da Filosofia do Direito na história do ensino jurídico no Brasil
   11   Filosofia do Direito: conceito, atribuições, funções

1   PRÉ-SOCRÁTICOS: JUSTIÇA E COSMOLOGIA
   1.1   Pensaram os pré-socráticos sobre a justiça?
   1.2   A justiça na tradição homérica
   1.3   Os fragmentos de justiça nos textos e na doxografia dos pré-socráticos
      1.3.1   Escola jônica: cosmologia e justiça
      1.3.2   Escola eleata: ontologia e justiça
      1.3.3   Escola pitágorica: dualismo numérico e justiça
      1.3.4   Escola da pluralidade: atomismo e justiça
   1.4   Uma reflexão necessária: há uma uniformidade da noção de justiça entre os pré-socráticos?
   Conclusões

2   SOFISTAS: RAZÃO, DISCURSO E RELATIVISMO DA JUSTIÇA
   2.1   Contexto histórico: o surgimento da sofística
   2.2   A ruptura sofista
   2.3   Importância do discurso
   2.4   Retórica e prática judiciária
   2.5   Justiça a serviço dos interesses
   Conclusões

3   SÓCRATES: ÉTICA, EDUCAÇÃO, VIRTUDE E OBEDIÊNCIA
   3.1   Filosofia socrática e testemunho ético
   3.2   Ética socrática
   3.3   Primado da ética do coletivo sobre a ética do individual
   Conclusões

4   PLATÃO: IDEALISMO, VIRTUDE E TRANSCENDÊNCIA ÉTICA
   4.1   Virtuosismo platônico e socratismo
   4.2   Virtude e vício: ordem e desordem
   4.3   Idealismo ético e mito de Er
   4.4   Ética, justiça e metafísica
   4.5   Ética, alma e ordem política
   Conclusões

5   ARISTÓTELES: JUSTIÇA COMO VIRTUDE
   5.1   O tema da justiça e a ética
   5.2   Justiça como virtude
   5.3   Acepções acerca do justo e do injusto: o justo total
   5.4   Acepções acerca do justo e do injusto: o justo particular
   5.5   Justo particular distributivo
   5.6   Justo particular corretivo
   5.7   Justo da cidade e da casa: justo político e justo doméstico
   5.8   Justo legal e justo natural
   5.9   Eqüidade e justiça
   5.10   Amizade e justiça
   5.11   Juiz: justiça animada
   Conclusões

6   EPICURISMO: ÉTICA, PRAZER E SENSAÇÃO
   6.1   Doutrina epicúrea
   6.2   Ética epicúrea
   6.3   Prazer e justiça
   Conclusões

7   CÍCERO: ESTOICISMO ROMANO E LEI NATURAL
   7.1   Pensamento ciceroniano
   7.2   Ética estóica
   7.3   Ética ciceroniana e justiça
   Conclusões

8   JUSTIÇA CRISTÃ
   8.1   Justiça e religião
   8.2   Ruptura com a lei mosaica
   8.3   Lei divina e lei humana
   8.4   Lei de amor e caridade
   Conclusões

9   SANTO AGOSTINHO: A JUSTIÇA E O DAR A CADA UM O SEU
   9.1   Filosofia e medievo
   9.2   Vita theologica
   9.3   Lex aeterna e lex temporalem
   9.4   Alma, justiça divina e livre-arbítrio
   9.5   Preocupações com o Estado
   Conclusões

10   SANTO TOMÁS DE AQUINO: JUSTIÇA E SINDERESE
   10.1   Filosofia tomista
   10.2   Razão prática, sinderese e ética
   10.3   Sinderese e hábito
   10.4   Definição de justiça
   10.5   Justiça e direito
   10.6   Acepções do termo justiça
   10.7   Regime das leis
   10.8   Justiça, lei e atividade do juiz
   10.9   Injusto e vícios da justiça
   10.10   Justiça e sua prática
   Conclusões

11   THOMAS MORE: UTOPIA E DIREITO
   11.1   Thomas More: seu tempo e sua obra
   11.2   A ilha de Utopia: narrativa, idealização e exposição de idéias
      11.2.1   Do encontro
      11.2.2   Da análise social
      11.2.3   Da geografia regional
      11.2.4   Do sistema político
      11.2.5   Das relações com outros povos
      11.2.6   Do bem-estar social
      11.2.7   Da juridicidade
      11.2.8   Do belicismo
      11.2.9   Do pensamento religioso
   Conclusões

12   JUSNATURALISMO
   12.1   Iluminismo e racionalismo: ruptura com a teocracia
   12.2   Hugo Grócio
   12.3   Samuel Pufendorf
   12.4   John Locke
   12.5   Thomas Hobbes
   Conclusões

13   JEAN-JACQUES ROUSSEAU E O CONTRATO SOCIAL
   13.1   Rousseau: seu tempo e sua obra
   13.2   A vontade geral e o contrato social
   13.3   Direitos naturais e direitos civis
   13.4   Leis e justiça
   Conclusões

14   DAVID HUME: ÉTICA, JUSTIÇA, UTILIDADE E EMPIRISMO
   14.1   Empirismo humeano
   14.2   Ética, justiça e direito
   14.3   Ética, justiça, lei e utilidade
   Conclusões

15   IMMANUEL KANT: CRITICISMO E DEONTOLOGIA
   15.1   Racionalismo kantiano
   15.2   Ética kantiana
   15.3   Direito e moral
   15.4   À paz perpétua
   Conclusões

16   GEORG W E HEGEL: RAZÃO, HISTÓRIA E DIREITO
   16.1   Sistema hegeliano
   16.2   Doutrina hegeliana
   16.3   Justiça e direito para Hegel
   16.4   Direito e Estado ético
   Conclusões

17   KARL MARX: HISTÓRIA, DIALÉTICA E REVOLUÇÃO
   17.1   A história como prova da ruptura marxista
   17.2   Capitalismo e desigualdades sociais
   17.3   Marx e o direito
   Conclusões

18   AVATARES DO POSITIVISMO JURÍDICO
   18.1   Jurisprudência dos conceitos
   18.2   Pandectismo e escola da exegese
   18.3   Escola analítica
   18.4   Jurisprudência dos interesses
   Conclusões

19   POSITIVISMO JURÍDICO: O NORMATIVISMO DE HANS KELSEN
   19.1   Positivismo jurídico e normativismo
   19.2   Ciência do Direito
   19.3   Justiça e Direito
   Conclusões

20   CARLOS COSSIO: EGOLOGIA, CONDUTA E CULTURA
   20.1   Carlos Cossio e a teoria egológica
   20.2   Direito e conduta
   20.3   Direito e verdade jurídica
   Conclusões

21   EXISTENCIALISMO JURÍDICO
   21.1   Os existencialismos
      21.1.1   Existencialismo camusiano
      21.1.2   Existencialismo sartreano
   21.2   Proposta existencialista
   21.3   Existencialismo jurídico
   Conclusões

22   HANNAH ARENDT: PODER, LIBERDADE E DIREITOS HUMANOS
   22.1   O poder não violento
   22.2   O desvirtuamento do poder e a violência
   22.3   Gandhi e a não-violência
   22.4   Liberdade arendtiana
   22.5   Direitos humanos
   Conclusões

23   JOHN RAWLS: ÉTICA, INSTITUIÇÕES, DIREITOS E DEVERES
   23.1   Justiça como eqüidade
   23.2   Os dois princípios
   Conclusões

24   THEODOR VIEHWEG E A REDESCOBERTA DA TÓPICA
   24.1   O que é a tópica
   24.2   Tópica e argumentação
   24.3   Tópica e o direito como sistema
   Conclusões

25   CHAÏM PERELMAN: ARGUMENTAÇÃO, LÓGICA E DIREITO
   25.1   O autor e suas preocupações
   25.2   Combate ao positivismo jurídico
   25.3   Combate à lógica formal
   25.4   Papel da argumentação no julgamento
   25.5   Nova retórica e proposta perelmaniana
   Conclusões

Parte II - Tópicos Conceituais

29   DIREITO E MORAL: NORMAS JURÍDICAS E NORMAS MORAIS
   29.1   Regras morais e regras jurídicas: o circuito do dever-ser
   29.2   Moral e Direito face a face
   Conclusões

30   DIREITO E JUSTIÇA
   30.1   Justiça: valor absoluto ou relativo?
   30.2   Justiça e finalidade do direito
   Conclusões

31   DIREITO E LIBERDADE: CONTRAPONTOS ENTRE PODER, NÃO-PODER E DEVER
   31.1   Sentidos de liberdade
   31.2   A liberdade social
   Conclusões

32   DIREITO E DESENVOLVIMENTO: O HUMANO, O ECONÔMICO E A LIBERDADE
   32.1   Desenvolvimento como liberdade
   32.2   Direito, índice de desenvolvimento humano e segurança humana
   Conclusões

33   DIREITO E ÉTICA: O COMPORTAMENTO HUMANO EM QUESTÃO
   33.1   Diferenciando ética e moral
   33.2   A dimensão do saber ético e a dimensão do saber jurídico
   33.3   A ética e o poder de escolha
   33.4   Ética e responsabilidade profissional
   Conclusões

34   DIREITO, HISTÓRIA E VALOR
   34.1   O sentido da história e a teoria tridimensional do direito
   34.2   Era nuclear e totalitarismo
   34.3   Valores: características principais
   34.4   Liberdade enquanto valoração
   34.5   Dignidade da pessoa humana
   34.6   Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948)
   Conclusões

35   DIREITO, NORMA E SISTEMA
   35.1   A questão do sistema
   35.2   Norma jurídica
   35.3   Das várias espécies normativas
   35.4   Direito como sistema de normas
   35.5   Uma possível descrição do sistema jurídico
   Conclusões

36   DIREITO E LINGUAGEM: LINGUAGENS FORMAL E NATURAL NA FORMAÇÃO DO DISCURSO JURÍDICO
   36.1   As práticas do discurso jurídico
   36.2   A violência simbólica das formas lingüístico jurídicas
   Conclusões

37   DIREITO E INTERPRETAÇÃO: A DISCUSSÃO SOBRE O SENTIDO DAS NORMAS JURÍDICAS
   Conclusões

38   DIREITO E LÓGICA: RACIOCÍNIO RAZOÁVEL NO DIREITO
   38.1   Lógos e lógica
   38.2   Uma lógica propriamente jurídica
   Conclusões

39   DIREITO E PODER: FORÇA, SANÇÃO, COERÇÃO E RELAÇÕES JURÍDICAS
   39.1   Investigando a experiência do poder...
   39.2   Direito, normalização e poder
   39.3   A relação entre poder e direito
   Conclusões

40   DIREITO E LEGITIMIDADE: PRÁTICAS JURÍDICAS E SEUS FUNDAMENTOS SOCIAIS E POLÍTICOS
   40.1   Política e neutralidade do jurista
   40.2   Legitimidade e desobediência civil
   40.3   Critérios para a aferição da legitimidade
   Conclusões

41   DIREITO E NÃO-VIOLÊNCIA: MINIMUM DOS POVOS
   41.1   O que é a não-violência
   41.2   Kant: à paz perpétua - uma ordem internacional não violenta
   41.3   Direito Internacional dos Direitos Humanos (DIDH) como minimum dos poovos
   41.4   Gênese da norma proibitiva de guerra
   41.5   Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948 como Documento Matriz do Direito Internacional dos Direitos Humanos
   41.6   Histórico da proteção internacional dos direitos humanos
   41.7   Sistema global de proteção dos direitos humanos
   Conclusões

42   DIREITO E PÓS-MODERNIDADE
   42.1   Modernidade e pós-modernidade
   42.2   O momento pós-moderno
   42.3   O debate pós-moderno
   42.4   As mudanças no Direito: da modernidade à pós-modernidade
   Conclusões

43   DIREITO, SENSIBILIDADE E AFETO
   43.1   Modernidade e racionalismo: para uma crítica da razão instrumental
   43.2   O lugar do afeto como lugar da razão: éros, razão e biofilia
   43.3   Razão e afeto, direito e justiça
   43.4   Cultura e educação em direitos humanos e para os direitos humanos: a ética do cuidado e a dignidade da pessoa humana
   Conclusões

Conclusões

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