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| METODOLOGIA CIENTÍFICA EM CIÊNCIAS SOCIAIS |
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Pedro Demo |
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O autor situa a pesquisa como a razão mesma de ser da atividade acadêmica. Sem desmerecer a docência e também a atividade de extensão, acentua que estas duas dependem intrinsecamente da pesquisa. Sob este aspecto, é incisivo: "Só tem algo a ensinar aquele que, por meio da pesquisa, construiu uma personalidade própria científica, aquele que tem uma contribuição original; caso contrário, não vai além de narrar aos estudantes o que leu por aí. E se atribuímos à universidade um compromisso com a comunidade em que está inserida, para que não fique apenas na teoria, mas consiga descer à prática, isto se consegue da melhor maneira possível se a intervenção na realidade estiver baseada em pesquisa prévia, porque não se pode influenciar o que não se conhece."
Estruturada sobre esta colocação inicial, a primeira parte deste texto cuida do débito social da ciência. Nesta parte, o autor trata de questões mais gerais, onde sobressai a perspectiva da sociologia do conhecimento na demarcação científica, na vigência do argumento de autoridade, na busca da relativização da ciência, na idéia da antimetodologia como contrabalanço à preocupação exagerada e moralista do metodólogo e na discussão em torno da neutralidade.
Na segunda parte do texto, o autor destaca algumas abordagens importantes da pesquisa atual nas Ciências Sociais, como o empirismo, o positivismo, a dialética, o funcionalismo, o sistemismo e o estruturalismo.
Parte I - Débito Social da Ciência
1 DEMARCAÇÃO CIENTÍFICA
1.1 Critérios de cientificidade
1.2 Qualidade formal e política
1.3 Objeto construído
1.4 Ciência como fenômeno processual
1.5 Crítica e utopia
2 O ARGUMENTO DE AUTORIDADE
2.1 Autoridade e verdade
2.2 A intersubjetividade
2.2.1 Posição de perito
2.2.2 Posição/atribuição de prestígio
2.3 Dificuldades do pluralismo
2.4 Um elogio ao erro
2.5 Mito do porto seguro
3 PESQUISA METODOLÓGICA: POTENCIALIDADES E LIMITES
3.1 Metodologia como pesquisa
3.2 A criatividade socializada
3.3 Antimetodologia
4 NEUTRALIDADE CIENTIFICA
4.1 Problemas gerais
4.2 Algumas distinções
4.2.1 Fato e valor
4.2.2 Meio e fim
4.2.3 Realidade e ideologia
4.3 Algumas posições
4.3.1 Neutralidade esperta ou ingênua
4.3.2 Ativismos baratos
4.3.3 Posição histórico-estrutural
Parte II - Abordagens Relevantes
5 DIALÉTICA - PROCESSUALIDADE DE ESTRUTURAS HISTÓRICAS
5.1 Categorias básicas
5.1.1 Pressuposto do conflito social
5.1.2 A totalidade dialética
5.1.3 Condições objetivas e subjetivas
5.1.4 Unidade de contrários
5.1.5 Teoria e prática
5.2 Dialética e estrutura - um diálogo com Marx
5.2.1 Da dialética total à dialética não antagônica
5.2.2 Dialética marxista ortodoxa
5.2.3 Dialética e história
5.3 Problemas e perguntas
5.3.1 Banalizações
5.3.2 Problemas da contradição dialética
5.3.3 Crítica sem prática
5.3.4 O que é revolução
6 BASE EMPÍRICA DA PESQUISA SOCIAL - QUESTÕES DO EMPIRISMO E DO POSITIVISMO
6.1 O empírico como critério de cientificidade
6.2 A base empírica em Popper
6.3 Considerações críticas
6.3.1 Regra do fenomenalismo
6.3.2 Regra do nominalismo
6.3.3 Regra da neutralidade científica
6.3.4 Crença na unidade do método
6.3.5 Popper e Albert - positivismo arejado
6.4 Experimento e operacionalização
7 ESTRUTURALISMO - FORMALIZAÇÃO METODOLÓGICA EXTREMA
7.1 Privilégio metodológico da "invariante"
7.2 Pressupostos ontológicos
7.3 Concepção específica de ciência
7.4 Construção de modelos como método
7.5 O problema da história
7.6 Formalização metodológica
8 ABORDAGEM SISTÊMICA E FUNCIONALISTA - VISÃO DINÂMICA DENTRO DO SISTEMA
8.1 O ponto de vista do sistema
8.2 O fenômeno cibernético
8.3 Esperança na unidade das ciências
8.4 Acentuação do aspecto relacional
8.5 Circularidade sistêmica
8.6 Aplicação à política
8.7 Elementos do funcionalismo de Parsons
8.7.1 Sistema social e personalidade
8.7.2 Esquema básico
8.7.3 Traços metodológicas
9 METODOLOGIAS ALTERNATIVAS - ALGUMAS PISTAS INTRODUTÓRIAS
9.1 Pesquisa participante
9.1.1 Pontos de partida
9.1.2 Traços da pesquisa participante
9.2 Avaliação qualitativa
9.3 Hermenêutica, fenomenologia e outros saberes
9.4 Limites
10 CONCLUSÃO - CIÊNCIA E FELICIDADE
Bibliografia
| Materiais complementares |
Acesso Livre.
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| Materiais do Professor |
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