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METODOLOGIA CIENTÍFICA EM CIÊNCIAS SOCIAIS
Pedro Demo

 
3ª edição (1995)
12ª Tiragem
Páginas: 294 páginas
Formato: 15X21
EAN13: 9788522412419
Código: 0903 55 002
R$ 64,00





O autor situa a pesquisa como a razão mesma de ser da atividade acadêmica. Sem desmerecer a docência e também a atividade de extensão, acentua que estas duas dependem intrinsecamente da pesquisa. Sob este aspecto, é incisivo: "Só tem algo a ensinar aquele que, por meio da pesquisa, construiu uma personalidade própria científica, aquele que tem uma contribuição original; caso contrário, não vai além de narrar aos estudantes o que leu por aí. E se atribuímos à universidade um compromisso com a comunidade em que está inserida, para que não fique apenas na teoria, mas consiga descer à prática, isto se consegue da melhor maneira possível se a intervenção na realidade estiver baseada em pesquisa prévia, porque não se pode influenciar o que não se conhece."

Estruturada sobre esta colocação inicial, a primeira parte deste texto cuida do débito social da ciência. Nesta parte, o autor trata de questões mais gerais, onde sobressai a perspectiva da sociologia do conhecimento na demarcação científica, na vigência do argumento de autoridade, na busca da relativização da ciência, na idéia da antimetodologia como contrabalanço à preocupação exagerada e moralista do metodólogo e na discussão em torno da neutralidade.

Na segunda parte do texto, o autor destaca algumas abordagens importantes da pesquisa atual nas Ciências Sociais, como o empirismo, o positivismo, a dialética, o funcionalismo, o sistemismo e o estruturalismo.
Parte I - Débito Social da Ciência

1   DEMARCAÇÃO CIENTÍFICA
   1.1   Critérios de cientificidade
   1.2   Qualidade formal e política
   1.3   Objeto construído
   1.4   Ciência como fenômeno processual
   1.5   Crítica e utopia

2   O ARGUMENTO DE AUTORIDADE
   2.1   Autoridade e verdade
   2.2   A intersubjetividade
      2.2.1   Posição de perito
      2.2.2   Posição/atribuição de prestígio
   2.3   Dificuldades do pluralismo
   2.4   Um elogio ao erro
   2.5   Mito do porto seguro

3   PESQUISA METODOLÓGICA: POTENCIALIDADES E LIMITES
   3.1   Metodologia como pesquisa
   3.2   A criatividade socializada
   3.3   Antimetodologia

4   NEUTRALIDADE CIENTIFICA
   4.1   Problemas gerais
   4.2   Algumas distinções
      4.2.1   Fato e valor
      4.2.2   Meio e fim
      4.2.3   Realidade e ideologia
   4.3   Algumas posições
      4.3.1   Neutralidade esperta ou ingênua
      4.3.2   Ativismos baratos
      4.3.3   Posição histórico-estrutural

Parte II - Abordagens Relevantes

5   DIALÉTICA - PROCESSUALIDADE DE ESTRUTURAS HISTÓRICAS
   5.1   Categorias básicas
      5.1.1   Pressuposto do conflito social
      5.1.2   A totalidade dialética
      5.1.3   Condições objetivas e subjetivas
      5.1.4   Unidade de contrários
      5.1.5   Teoria e prática
   5.2   Dialética e estrutura - um diálogo com Marx
      5.2.1   Da dialética total à dialética não antagônica
      5.2.2   Dialética marxista ortodoxa
      5.2.3   Dialética e história
   5.3   Problemas e perguntas
      5.3.1   Banalizações
      5.3.2   Problemas da contradição dialética
      5.3.3   Crítica sem prática
      5.3.4   O que é revolução

6   BASE EMPÍRICA DA PESQUISA SOCIAL - QUESTÕES DO EMPIRISMO E DO POSITIVISMO
   6.1   O empírico como critério de cientificidade
   6.2   A base empírica em Popper
   6.3   Considerações críticas
      6.3.1   Regra do fenomenalismo
      6.3.2   Regra do nominalismo
      6.3.3   Regra da neutralidade científica
      6.3.4   Crença na unidade do método
      6.3.5   Popper e Albert - positivismo arejado
   6.4   Experimento e operacionalização

7   ESTRUTURALISMO - FORMALIZAÇÃO METODOLÓGICA EXTREMA
   7.1   Privilégio metodológico da "invariante"
   7.2   Pressupostos ontológicos
   7.3   Concepção específica de ciência
   7.4   Construção de modelos como método
   7.5   O problema da história
   7.6   Formalização metodológica

8   ABORDAGEM SISTÊMICA E FUNCIONALISTA - VISÃO DINÂMICA DENTRO DO SISTEMA
   8.1   O ponto de vista do sistema
   8.2   O fenômeno cibernético
   8.3   Esperança na unidade das ciências
   8.4   Acentuação do aspecto relacional
   8.5   Circularidade sistêmica
   8.6   Aplicação à política
   8.7   Elementos do funcionalismo de Parsons
      8.7.1   Sistema social e personalidade
      8.7.2   Esquema básico
      8.7.3   Traços metodológicas

9   METODOLOGIAS ALTERNATIVAS - ALGUMAS PISTAS INTRODUTÓRIAS
   9.1   Pesquisa participante
      9.1.1   Pontos de partida
      9.1.2   Traços da pesquisa participante
   9.2   Avaliação qualitativa
   9.3   Hermenêutica, fenomenologia e outros saberes
   9.4   Limites

10   CONCLUSÃO - CIÊNCIA E FELICIDADE

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